domingo, 23 de maio de 2021

APC 4 (Maio) Literatura & Redação – Gêneros Narrativos (1º EMC / D)

 


Assista ao vídeo e faça as anotações no seu caderno, em seguida, resolva os exercícios propostos.

Leia o link abaixo:


APC 4 – Literatura & Redação – gêneros narrativos

EXERCÍCIOS

Leia o conto a seguir, e, com base nele, responda às questões de 1 a 4.

 A combuca de ouro e os marimbondos

(Pernambuco)

 Havia dous homens, um rico e outro pobre, que gostavam de fazer peças um ao outro. Foi o compadre pobre a casa do rico pedir um pedaço de terra para fazer uma roça. O rico, para fazer peça ao outro, lhe deu a pior terra que tinha. Logo que o pobre teve o sim, foi para a casa dizer á mulher, e foram ambos vêr o terreno. Chegando lá nas matas, o marido viu uma combuca de ouro, e, como era em terras do compadre rico, o pobre não a quiz levar para casa, e foi dizer ao outro que em suas mattas havia aquella riqueza. O rico ficou logo todo agitado, e não quiz que o compadre trabalhasse mais nas suas terras. Quando o pobre se retirou, o outro largou-se com sua mulher para as matas a vêr a grande riqueza. Chegando lá, o que achou foi uma grande casa de marimbondos; metteu-a numa mochila e tomou o caminho do mocambo do pobre, e logo que o avistou foi gritando: “Ó compadre, fecha as portas, e deixa sómente uma banda da janella aberta!” O compadre assim fez, e o rico chegando perto da janella, atirou a casa de marimbondos dentro da casa do amigo, e gritou: “Fecha a janella, compadre!” Mas os marimbondos bateram no chão, transformaram-se em moedas de ouro, e o pobre chamou a mulher e os filhos para as ajuntar. O ricaço gritava então: “Ó compadre, abra a porta!” Ao que o outro respondia: “Deixe-me que os marimbondos estão me matando!” E assim ficou o pobre rico e o rico ridiculo.

 

ROMERO, Sílvio. Contos populares do Brazil. 1885. Domínio público.

 Questão 1

 Marque um X na alternativa que justifica que a narrativa anterior é um conto.

 (A) Trata-se de uma história real, transmitida oralmente de geração em geração e desenvolvida em um único espaço.

(B) Trata-se de uma história de ficção, com vários conflitos paralelos, mas desenvolvidos em um curto período de tempo.

(C) Trata-se de uma história de ficção, com um único conflito desenvolvido somente em um dia e poucas personagens.

(D) Trata-se de uma história de ficção, com muitas personagens e desenvolvida em um longo período de tempo.

 

Questão 2

 Levando em consideração que o conto apresentado é um conto popular, descreva as características desse tipo de narrativa e o papel que coube ao autor.

 __________________________________________________

 

__________________________________________________

 

Questão 3

 

Identifique no conto acima os quatro diferentes momentos da ação, preenchendo o quadro a seguir. Depois, responda à pergunta.

 


O conto traz algum ensinamento? Se sim, qual?

 _____________________________________________________

 _____________________________________________________

 

Questão 4

 Marque um X na alternativa que justifica o uso das aspas no conto acima.

 ( A ) Inclusão de termos em língua estrangeira.

( B ) Transcrição de falas.

( C ) Indicação do pensamento das personagens.

( D ) Uso de termos em um sentido diferente do habitual.

 

PESQUISAR AS QUESTÕES 5, 6 e 7.

 Questão 5

 A identidade cultural de um povo é definida pelo encontro de manifestações culturais das diferentes origens que o formam. Explique a origem da capoeira e as diferentes visões que a sociedade teve e tem dela.

 

____________________________________________________

 

____________________________________________________

 

____________________________________________________


Questão 6

 O cinema surgiu no fim do século XIX a partir do desenvolvimento da fotografia. Marque um X na alternativa que apresenta as características dos filmes mudos.

 ( A ) As expressões das personagens são fundamentais para a compreensão das cenas.

( B ) Não havendo falas, as personagens não são necessárias.

( C ) Assim como nos filmes sonoros, a música não é importante.

( D ) Eram sempre coloridos para compensar a falta de falas.

 

Questão 7

 Para se fazer cinema, são necessários diferentes profissionais. Coloque, ao lado de cada descrição da função na realização de um filme, o nome do correspondente responsável.






domingo, 16 de maio de 2021

APC 3 Maio - Variação Linguística / Literatura Portuguesa (3º EMC)

 



O texto “A dama de pé de cabra” de Alexandre Herculano será para leitura, compreensão do conteúdo e pesquisa.

Pesquise na Internet sobre o assunto. A pesquisa pode ser transcrita no final da atividade. Dê as referências da pesquisa (site, blog, ou mesmo de livro).

 O item referência soma nota ao seu trabalho.

 Obs.: NÃO FAÇA CÓPIA DA PESQUISA, RESUMA COM SUAS PALAVRAS. Copiar e colar é plágio.

 A língua também muda com o tempo – variação histórica

 Texto: A Dama do pé de Cabra (Alexandre Herculano)

      Este dom Diego Lopez era mui boo monteiro, e estando ûu dia em sa armada atendendo quando verria o porco, ouvio cantar muita alta voz ûa molher em cima de ûa pena. E el foi pera la e vio-a seer mui fermosa e mui bem vistida, e namorou-se logo dela mui fortemente, e preguntou-lhe quem era. E ela lhe disse que era ûa molher de muito alto linhagem. E el lhe disse que pois era molher d’alto linhagem que se casaria com ela se ela quisesse, ca ele era senhor daquela terra toda. E ela lhe disse que o faria se lhe prometesse que nunca se santificasse. E ele lho outorgou, e ela foi-se logo com ele. E esta dona era mui fermosa e mui bem feita em todo seu corpo, salvando que havia ûu pee forcado como pee de cabra.

E viverom gram tempo, e houverom dous filhos, e ûu houve nome Enheguez Guerra e a outra foi molher e houve nome dona.

E quando comiam de suum dom Diego Lopez e sa molher, asseentava el a par de si o filho, e ela asseentava a par de si a filha da outra parte. E ûu dia , foi ele a seu monte e matou ûu porco mui grande o trouxe-o pera sa casa e poseo ante si u siia comendo com sa molher e com seus filhos.

E lançaram ûu osso da mesa,e veerom a plejar ûu alão e ûa podenga sobr’ele em tal maneira que a podenga travou ao alão em sua garganta e matou-o.

E dom Diego Lopez, quando esto vio, teve-o por milagre, e sinou-se e disse: Santa Maria val, quem vio nunca tal cousa! E sa molher, quando o vio assi sinar, lançou mão na  filha e no filho, e dom Diego Lopez travou do filho e nom lho quis leixar filhar. E ela recudio com a filha por ûa freesta do paaço, e foi-se pera as montanhas, em guisa que a nom virom mais, nem a filha. 

(Livro de Linhagens do Conde D. Pedro de Barcelos).

        O texto traz um registro da Língua Portuguesa bastante distante da forma que usamos hoje. Este conto pertence ao “Livro de Linhagens do Conde D. Pedro de Barcelos” – filho natural/bastardo do rei D. Dinis – e foi escrito, provavelmente, entre 1340 e 1344, em português arcaico. Mesmo estando escrito em português medieval, é possível compreender que se trata de uma narrativa.

Em Portugal, a Dama do Pé de Cabra é considerada uma lenda e foi compilada por Alexandre Herculano no livro Lendas e Narrativas.

Como o próprio nome já diz - português medieval -, ele está ligado a Idade Média, uma época onde a sociedade passava por uma significativa transição cultural e econômica – havia uma grande influência cultural por meio da quantidade de pessoas que transitavam -, incluindo assim uma transição linguística. As construções fonéticas era outras, não utilizavam os recursos estilístico-gramaticais que temos hoje. Os textos se desenvolviam a partir da oralidade, eram registrados através de ditados para serem lidos em voz alta posteriormente, observem que o registro escrito está ligado à fonética, ou seja, a produção fidedigna do som, tornando assim a interpretação mais difícil hoje em dia.

Quando conhecemos o contexto de produção de uma obra, ou seja, a sociedade que escreveu, época em que foi escrito e fatores que influenciaram, temos maior facilidade no seu entendimento.

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=44004  (acesso em 17/05/2020

AGORA RESPONDA:

 1. Você teve dificuldades para o entendimento do texto? Por quê?

 

 2. Responda por que as línguas se modificam?

 

 3. Pesquise a origem da história do conto, lembre-se que o conto selecionado foi escrito no período de transição da oralidade para a escrita na Idade Média, entre os séculos XII ao XIV.

 

 4. Dê as referências da pesquisa (links: site, blog, livro, revista, jornal, periódico, trabalhos científicos – monografia, dissertação, tese, artigo...) que você usou para pesquisar.

 

 Referências para pesquisar:

http://vosliteraturasseis.blogspot.com/2011/01/e-como-surgiu-o-conto.html

https://pt.wikipedia.org/wiki/Lenda_da_Dama_P%C3%A9-de-Cabra

https://youtu.be/basUS1zXvjE



APC 3 Maio - Redação: Gênero Resenha (2ºEME)

 

Assista ao vídeo e faça as anotações da aula no caderno. Em seguida, leia o conteúdo no link abaixo.

https://www.portugues.com.br/redacao/resenha.html

Agora, resolva a atividade.

Leia a resenha e responda às questões propostas:

Contos de Tolstói para crianças estão reunidos em livro

 Bruno Molinero – de São Paulo

            Um rato vivia embaixo de um celeiro e se alimentava de restos de comida que caíam por um buraquinho no chão. Certo dia, ele decidiu aumentar o tamanho do furo. Um camponês, porém, percebeu o grande buraco e decidiu tapá-lo.

Essa é uma das histórias que o escritor russo Liev Tolstói (1828-1910) contava para crianças que estudavam na escola que ele mantinha em sua propriedade. Os textos agora estão reunidos em "Contos da nova cartilha - segundo livro de leitura", que tem também um outro volume a ser lançado.

Mas o que a história do rato quer dizer? Que é ruim ter o olho maior que a barriga? Ou que é melhor não chamar a atenção? As histórias não trazem uma conclusão. Ao contrário: inundam a cabeça de dúvidas. É da troca de ideias que o escritor acreditava nascer a educação.

E tudo isso sem ser cansativo. Tolstói para as crianças é bem diferente do que os adultos estão acostumados: suas fábulas são curtinhas, ao contrário de seus romances famosos, que podem ter mais de mil páginas.

Os alunos de uma escola da Rússia que o digam. Após lerem os contos, mais de cem anos depois de escritos, eles os ilustraram. São esses desenhos que dão cor às páginas do novo livro.

(Folha de S.Paulo. Folhinha.)

 1. Quem escreveu essa resenha e onde ela foi publicada?

 

 2. Que obra foi resenhada?

 

 3. Quem é o autor da obra resenhada?

 

 4. Na resenha de um livro, há informações sobre o autor da obra apresentada e sobre outras obras do mesmo autor. Na resenha em estudo, identifique:

 a) informações sobre o autor.

 

 b) informações sobre outras obras do autor.

 

 5. O resenhista faz avaliações positivas sobre a obra "Contos da nova cartilha - segundo livro de leitura"? Quais?

 

 6. Segundo o resenhista, o que essa obra tem de diferente que vale a pena o leitor conhecer? Por que o próprio Tolstói achava positiva essa característica de seus contos?



APC 3 Maio - SINTAXE – Frase, oração e período (1ºEMC/D)

 

Assista ao vídeo e faça as anotações da aula no caderno. Em seguida, leia o conteúdo no link abaixo.

https://www.todamateria.com.br/frase-oracao-e-periodo/

Agora, resolva os exercícios a seguir:

1. Leia os enunciados e coloque nos parênteses F para frase, O para oração e P para período.

 (   ) É importante conferir a documentação antes de entregá-la.

(   ) Saída de emergência.

(   ) Deixe seu comentário sobre o site e ajude-nos a melhorá-lo.

(   ) Apague a luz.

(   ) As chuvas fortes e abundantes alagaram grande parte da cidade, especialmente a região central.

(   ) Parabéns por tudo.

(   ) Que comportamento agressivo!

(   ) Agora, por favor!

(   ) Como o morador não vivia mais naquele endereço, a encomenda  não foi entregue.

 

2. Examine o texto abaixo e faça o que se pede:

 Certo dia, um cavalo torceu a perna e não andava. O dono falou com o veterinário que logo disse:

– Se ele amanhã não levantar, terá que sacrificá-lo!

O porco escutando, correu e foi avisar ao cavalo:

– Amigão! Levanta, véi, senão vão te matar.

O cavalo rapidamente levantou!

O dono, pela manhã, viu e ficou muito alegre e foi logo avisando a todos:

– Vamos matar o porco para comemorar. Êbaaaa!!!

(https://muitobacana.com/piadas-do-tiririca/)

a) Que lição podemos tirar desta história?

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 _________________________________________________

 b) Quantas orações há no período em destaque: "Certo dia, um cavalo torceu a perna e não andava. O dono falou com o veterinário que logo disse"?

 ________________________________________________

 c) Quantas orações há no período: "O porco escutando, correu e foi avisar ao cavalo"?

 _________________________________________________

 d) O enunciado “Amigão!” pode ser classificado como frase, oração ou período?

 _________________________________________________

 e) Explique com suas palavras por que o enunciado “Se ele amanhã não levantar, terá que sacrificá-lo!” é um período:

_________________________________________________

3. Leia o texto e responda o que se pede:

 Ela comeu meu coração

Trincou

Mordeu

Mastigou

Engoliu

Comeu

O meu

Ela comeu meu coração

Mascou

Moeu

Triturou

Deglutiu

Comeu

O meu

(...)

                                       (Caetano Veloso)

a) De que forma é estruturado esse texto?

 _______________________________________________

b) Sobre o que trata o texto?

 ________________________________________________

c) As palavras que compõem o texto estão no seu sentido real ou em sentido figurado? Por quê?

 _________________________________________________

 _________________________________________________

 d) Quantos e quais são os verbos que aparecem no texto?

 _________________________________________________

 e) Quantas orações há nesse texto?

 _________________________________________________

  

4. Sobre o trecho, é CORRETO afirmar que:

 "O tempo voa. Cabe a você ser o piloto!"

 a) Trata-se de um período, mas não é uma frase.

b) A 1ª é uma oração e a 2ª um período.

c) Trata-se apenas de um período.

d) As palavras “voa”, “cabe”, “você” e “ser” são verbos, portanto indicam orações.

e) O ponto final une a 1ª oração ao período.


domingo, 9 de maio de 2021

APC 2 Maio – VARIAÇÃO LINGUÍSTICA (3ºEMC)

 Atividade semanal - de 10/05 à 14/05/2021


Assista ao vídeo aula e registre a aula no caderno.

Leia o conteúdo no link abaixo:

https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/portugues/o-que-e-variacao-linguistica.htm


Agora leia o texto a seguir e responda às questões propostas.


TEXTO: SER POLIGLOTA NA PRÓPRIA LÍNGUA - Evanildo Bechara

O professor dizia:

“Isso está errado, isso não se diz”.

Como ‘não se diz’? A criança repete o que ouve. Seus pais só dizem isso, e são advogados, professoras primárias...

O outro erro era:

“Isso não é português”.

Ora, se não é português, tem que ser outra língua, francês, inglês, alemão...

São dois erros de pedagogia. O professor de hoje reconhece que o aluno vem com a sua modalidade linguística. Uma língua que só tem uma modalidade é um a língua morta.

O ideal é que o aluno seja poliglota na própria língua, que ele aprenda o maior número de realidade da sua língua e até a língua padrão, porque senão vai cometer vários erros de tradução na própria língua. Como a história do sujeito que foi para o Rio grande do Sul. Quando chegou ao Paraná, leu em uma placa: Atenção, tartarugas nas estradas. Ele disse para mulher:

“Eu vou diminuir a marcha. A primeira tartaruga que aparecer, você apanha e a gente leva de souvenir”.

Atravessou o Paraná, Santa Catarina, e nada de tartaruga. Só depois descobriu que tartaruga é quebra-molas. Claro que todas essas normas de correção, próprias de cada variedade, tem seu limite: a propriedade do texto. Se você constrói um texto que é uma carta intima a um amigo, tem possibilidade de utilizar construções que não estão apoiadas nem documentadas pelas normas da língua padrão. Mas a natureza do termo é que leva a isso. Essa realidade existe em todas as obrigações sociais. Quando a gente recebe um convite para uma festa, está lá no convite: traje passeio, ou esporte, ou a rigor. O que é isso? É que existe uma etiqueta social. A língua padrão é a etiqueta cultural. Um tipo de modalidade que não é para usar todos os dias.

Há pessoas até que exageram, e resultado é que normalmente não são entendidas. Tenho um amigo professor de português, que só fala a língua exemplar, padrão. Uma vez saindo do Pedro II, foi assaltado. Gritou, e não apareceu ninguém. Ele ficou aborrecidíssimo. Voltou ao Pedro II e reclamou.

“Mas você não gritou? Não pediu socorro?”, perguntaram.

“Eu gritei, mas não apareceu ninguém!”

“Mas o que você disse?

“Eu gritei ‘Peguem-no! Peguem-no!’”

O limite é a adequação.

Vocabulário

Modalidade: Forma, característica.

Souvenir: objeto característico de um lugar, lembrança.

Propriedade: particularidade, adequação.

Etiqueta: conjunto de normas de conduta do convívio social.

Pedro II: tradicional colégio do Rio de Janeiro, criado em 1837.

Adequação: conveniência.


Para entender o texto

1. O uso de uma língua varia segundo a época, a região, a classe social, a idade, o grau de escolaridade etc. Com base nessa constatação, qual a principal recomendação do professor Bechara?

 

2. A maneira como falamos ou escrevemos também varia em função da pessoa a quem nos dirigimos e do tipo de relação formal ou informal, exigida pela situação. Que exemplo da etiqueta social o professor utiliza para fazer um paralelo com essa afirmação?

 

3. Com que outra expressão o professor se refere, no último parágrafo, à língua padrão?

 

4. A que conclusão chega o professor sobre a língua padrão ao compará-la com as normas de conduta da etiqueta social?

 

5. O que quis dizer o professor com a frase “O limite é a adequação”, em referência à maneira de falarmos e escrevermos?


APC 2 Maio – LITERATURA – Romantismo no Brasil (2º EME)

 Atividade semanal - de 10/05 à 14/05/2021


Assista ao vídeo aula e registre a aula no caderno.

Leia o link abaixo:

https://brasilescola.uol.com.br/literatura/romantismo-no-brasil.htm

Após a leitura, resolva os exercícios a seguir.

ROMANTISMO

 

Conheces o país onde florescem as laranjeiras?

Ardem na escura fronde os frutos de ouro...

Conhecê-lo? – Para lá, para lá, quisera eu ir.

Goethe (*)

POEMA: CANÇÃO DO EXÍLIO

 

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá;

As aves, que aqui gorjeiam,

Não gorjeiam como lá.

 

Nosso Céu tem mais estrelas,

Nossas várzeas têm mais flores,

Nossos bosques têm mais vida,

Nossas vidas mais amores.

 

Em cismar, sozinho, à noite,

Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá.

 

Minha terra tem primores,

Que tais não encontro eu cá;

Em cismar – sozinho, à noite –

Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá.

 

Não permita Deus que eu morra

Sem que eu volte para lá;

Sem que desfrute os primores

Que não encontro por cá;

Sem qu’inda aviste as palmeiras,

Onde canta o Sabiá.

(Gonçalves Dias)

 

(*) A epígrafe desse poema – traduzida por Manuel Bandeira – foi retirada da balada “Mignon”, do alemão Johann Wolfgang Von Goethe (1749 – 1832), um dos maiores representantes do Romantismo europeu.

 Coimbra, julho de 1843.

Cismar: pensar com insistência.

Primor: beleza, encanto.

Entendendo o texto

 1.       O poema se constrói com a oposição aqui (Coimbra, o lugar do exílio) e (o Brasil, a pátria distante). O que fica explícito nessa comparação?

 

 2.       O olhar do poeta ora se volta para os céus da pátria (estrelas), ora para o solo (flores). Que elemento pode ser considerado como intermediário entre esses dois modos de olhar?

 

3.       De que maneira o poeta expressa o seu sentimento nacionalista?

 

4.       Para o poeta, a pátria distante é plural, o que é expresso pela repetição do advérbio mais. Em que verso o poeta expressa que essa natureza plural acaba por contagiar a maneira de viver e de ser romântica?

 

5.       Transcreva, em seu caderno, os versos do poema que podem ilustrar os seguintes sentimentos:

 a)      Desilusão.


 b)      Encantamento.

 

6.       No poema, o eu lírico compara a terra natal com a terra onde está exilado. Que elementos são utilizados nessa comparação?

 a) Sociais.

b) Naturais.                       

c) Econômicos.

d) Políticos.

 

7. Use um livro didático ou a Internet para pesquisar sobre as características da poesia romântica. Registre no seu caderno.


APC 2 Maio – Ortografia: Sinais de Pontuação (1º EMC / D)




 Atividade semanal - de 10/05 à 14/05/2021

Assista aos vídeos e depois leia o conteúdo no link abaixo.

https://www.infoescola.com/portugues/pontuacao/

Agora resolva a atividade proposta.

EXERCÍCIOS

 1. Assinale a opção em que está corretamente indicada a ordem dos sinais de pontuação que devem preencher as lacunas da frase abaixo:

 “Quando se trata de trabalho científico         duas coisas devem ser consideradas           uma é a contribuição teórica que o trabalho oferece                  a outra é o valor prático que possa ter.

a) dois pontos, ponto e vírgula, ponto e vírgula

b) dois pontos, vírgula, ponto e vírgula;

c) vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;

d) pontos vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;

e) ponto e vírgula, vírgula, vírgula.

 

2. Observe:

 1) depois de muito pedir ( ) obteve o que desejava;

2) se fosse em outras circunstâncias ( ) teria dado tudo certo;

3) exigiam-me o que eu nunca tivera ( ) uma boa educação;

4), fez primeiramente seus deveres ( ) depois foi brincar;

Assinale a alternativa que preencha mais adequadamente os parênteses:

a) (;) (,) (:) (;);

b) (,) (;) (:) (;);

c) (,) (,) (:) (;);

d) (?) (,) (,) (:);

e) (,) (;) (.) (;).

 

3. Nas frases abaixo há um sinal de pontuação incorreto. Indique.

 a) Vou comprar agora mesmo: protetor solar; água e fruta.

 b) Preciso saber se você vai almoçar antes de sair?

 c) Que susto

 d) Maria, você vem com a gente amanhã!

 e) Como dizia a minha avó: mais vale um pássaro na mão do que dois voando.

 

 4. Assinale a alternativa em que a vírgula foi corretamente empregada:

 a) Belo Horizonte 29 de maio de 2018.

b)  Deitei dormi mas ainda não descansei.

c) Roberto venha cá.

d)  Meu marido faz aniversário em maio e eu, em setembro.


5. O uso do sinal de reticências no 3º e 4º quadrinhos da tirinha sugere:

a)   certa hesitação ou breve interrupção do pensamento.

b)   movimento ou continuação de determinado fato.

c)   ênfase uma palavra ou expressão.

d)   palavras suprimidas numa frase transcrita.

e)   certo prolongamento de ideia.


domingo, 2 de maio de 2021

APC 1 Maio – LITERATURA: PRÉ-MODERNISMO (3ºEMC)

 APC 1 – LITERATURA: PRÉ-MODERNISMO

 Assista ao vídeo para retomar o conteúdo e depois resolva a atividade proposta.




Texto: Jeca Tatu – Fragmento (Monteiro Lobato)

        Pobre Jeca Tatu! Como és bonito no romance e feio na realidade!

        Jeca mercador, Jeca lavrador, Jeca filósofo...

        Quando comparece às feiras, todo mundo logo adivinha o que ele traz: sempre coisas que a natureza derrama pelo mato e ao homem só custa o gesto de espichar a mão e colher (...) Nada mais.

        Seu grande cuidado é espremer todas as consequências da lei do menor esforço – e nisto vai longe.

        Começa na morada. Sua casa de sapé e lama faz sorrir aos bichos que moram em toca e gargalhar ao joão-de-barro. Pura biboca de bosquímano. Mobília, nenhuma. A cama é uma espipada esteira de peri posta sobre o chão batido.

        Às vezes se dá ao luxo de um banquinho de três pernas – para os hóspedes. Três pernas permitem equilíbrio; inútil, portando, meter a quarta, o que ainda o obrigaria a nivelar o chão. Para que assentos, se a natureza os dotou de sólidos, rachados calcanhares sobre os quais se sentam?

        Nenhum talher. Não é a munheca um talher completo – colher, garfo e faca a um tempo?

        Seus remotos avós não gozaram maiores comodidades. Seus netos não meterão quarta perna ao banco. Para quê? Vive-se bem sem isso.

        Se pelotas de barro caem, abrindo seteiras na parede, Jeca não se move a repô-las. Ficam pelo resto da vida os buracos abertos, a entremostrarem nesgas de céu.

        Quando a palha do teto, apodrecida, greta em fendas por onde pinga a chuva, Jeca, em vez de remendar a tortura, limita-se, cada vez que chove, a aparar numa gamelinha a água gotejante..

Remendo... Para quê? Se uma casa dura dez anos e faltam “apenas” nove para que ele abandone aquela? Esta filosofia economiza reparos.

      LOBATO, Monteiro. Urupês. São Paulo, Brasiliense, 1948. p. 245-6.

 

I. ENTENDENDO O TEXTO:

1 – De acordo com o texto, qual o significado das palavras abaixo, pesquise no dicionário.

·        Biboca:

·        Bosquímano:

·        Espipar:

·        Peri (ou piri):

·        Munheca:

·        Remoto:

·        Seteira:

·        Nesga:

·        Gretar:

·        Gamela:

2 – O que podemos concluir ao compararmos a personagem de Monteiro Lobato com o índio Peri, de José de Alencar, e os bravos e orgulhosos caboclos dos romances regionalistas do mesmo período?

 

3 – Em Jeca Tatu, Monteiro Lobato investe contra a idealização do caboclo, apontando algumas das suas características negativas. Qual delas é a mais criticada no texto?

 

4 – Jeca mercador, Jeca lavrador, Jeca filósofo...” Este parágrafo refere-se ao Jeca de Monteiro Lobato ou aos caboclos dos romances românticos?

 

5 – Você crê que Monteiro Lobato queria chamar a atenção para uma realidade que deveria ser invertida ou pretendeu apenas ridicularizar o caboclo? Por quê?

 

6 – Identifique no texto a principal crítica que Monteiro Lobato dirige a Jeca Tatu.

 

II. PESQUISA: Pré-Modernismo

Pesquise sobre os principais autores e suas obras.

Faça um resumo e encaminhe pelo G Classroom  em  um documento Word  ou manuscrito no caderno.

Sugestões de sites para pesquisar:

https://brasilescola.uol.com.br/literatura/pre-modernismo.htm

https://www.soliteratura.com.br/premodernismo/   


ATIVIDADE DE PESQUISA - 2º EME

  ATENÇÃO ESTUDANTES DO GRUPO I Atividade de pesquisa Fazer uma pesquisa literária sobre o  Romantismo - Contexto histórico; - Carac...